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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Girassóis e Miosótis



O girassol é flor raçuda, que enfrenta até a mais violenta intempérie e acaba sobrevivendo.

Ela quer luz e espaço e sai em busca desse viver com o sol, e por isso é forte.
Já o miosótis é plantinha linda,
mas que exige muito mais cuidado.

Gosta mais de estufa. O girassol se vira... E como se vira!

O miosótis quando se vira, vira errado.

Precisa de atenção redobrada. Há filhos girassóis e filhos miosótis.

Os primeiros resistem a qualquer crise: descobrem um jeito de viver bem, sem ajuda.

As mães chegam a reclamar da independência desses meninos e meninas,

tal a sua capacidade de enfrentar problemas e sair-se bem.
Por outro lado, há filhos e filhas miosótis, que sempre precisam de atenção.

Todo cuidado é pouco diante deles.

Reagem desmesuradamente, melindram-se, são mais egoístas que os demais,

ou às vezes, mais generosos e ao mesmo tempo tímidos, caladões, encurralados.

Eles estão sempre precisando de cuidados.
O papel dos pais é o mesmo do jardineiro que sabe das necessidades de cada flor,

incentiva ou poda na hora certa.
De qualquer modo fique atento.
Não abandone demais os seus girassóis porque eles também precisam de carinho...

E não proteja demais os seus miosótis.
As rédeas permanecem com vocês... Mas também a tesoura e o regador.
Não negue, mas não dêem tudo que querem:

a falta e o excesso de cuidados matam a planta.

Autoria de José Fernandes de Oliveira ("Pe. Zezinho”)

quarta-feira, 17 de março de 2010

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Amigos pela Fé



Quem me dará um ombro amigo
Quando eu precisar?
E se eu cair? Se eu vacilar?
Quem vai me levantar?
Sou eu
Quem vai ouvir você
Quando o mundo não puder te entender?
Foi Deus
Quem te escolheu Pra ser o melhor Amigo
Que eu pudesse ter

Amigos pra sempre
Bons amigos que nasceram pela fé
Amigos pra sempre
Pra sempre
Amigos sim se Deus quiser

Quem é que vai me acolher
Na minha Indecisão?
se eu me perder pelo caminho
Quem me dará a mão?
Foi Deus
Quem consagrou você e eu
Para sermos bons amigos
Num só coração
Por isso eu estarei aqui
Quando tudo parecer sem solução
Peço a Deus que te guarde
E me dê sua paz.

Por: Pedro Siqueira .

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Conselhos para um ano "NOVO"

Deixe o tempo passar...

Vibre...


Brinde...


Comemore o seu aniversário...


Pense no planeta
...

Faça amigos...


Tome um banho de chuva...


Curta sua família...


Tenha fé...


Brinque...


Abrace...


Leia...


Torça...


Ame verdadeiramente...


Admire as diferenças...


Cozinhe...


Pinte o mundo...


Namore...


Durma...


Trabalhe...


Cante...


Vista-se diferente...


Sorria...


Dance.
..

Faça caretas...


Você tem um ano inteirinho e novo,
aproveite para aumentar a sua lista...


Talitha Carvalho
Blog Nossa Pedagogia


Feliz Ano Novo
2010 será 10

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A árvore dos desejos


Uma vez um homem estava viajando e, acidentalmente, entrou no paraíso.
E no conceito indiano de paraíso existem árvores-dos-desejos.
Você simplesmente senta debaixo delas, deseja qualquer coisa e imediatamente seu desejo é realizado - não há intervalo entre o desejo e sua realização.
O homem estava cansado e pegou no sono sob a árvore-dos-desejos.

Quando despertou, estava com muita fome, então disse:
- Estou com tanta fome! Desejaria poder conseguir alguma comida.
E imediatamente apareceu comida vinda do nada - simplesmente uma deliciosa comida flutuando no ar.

Ele estava tão faminto que não prestou atenção de onde a comida viera.
Quando se está com fome, não se é filósofo.
Começou a comer imediatamente.
A comida era tão deliciosa...
Depois, a fome tendo desaparecido, olhou à sua volta.
Agora estava satisfeito.
Outro pensamento surgiu em sua mente.
Assim disse:
- Se ao menos pudesse conseguir algo para beber. E como não há proibições no paraíso, imediatamente apareceu um excelente vinho.
Bebendo o vinho tranqüilamente na brisa fresca do paraíso, sob a sombra da árvore, começou a pensar:
"O que esta acontecendo? - O que está havendo? Estou sonhando ou existem espíritos ao redor que estão fazendo truques comigo? "
E espíritos apareceram.
E eram ferozes, horríveis, nauseantes.
E ele começou a tremer e um pensamento surgiu em sua mente: "Agora vou ser assassinado, com certeza"... E ele foi assassinado!

Esta é uma antiga parábola de imenso significado.
Sua mente é a árvore-dos-desejos. O que você pensa mais cedo ou mais tarde se realiza.
Às vezes o intervalo é tão grande que você se esquece completamente que, de alguma maneira, desejou aquilo; então não faz a ligação com a fonte.
Mas se olhar profundamente perceberá que todos os seus pensamentos, como medos e receios, estão criando você e sua vida.
Eles criam seu inferno, criam seu paraíso. Criam seu tormento, criam sua alegria. Eles criam o negativo, criam o positivo...
Todos aqui são mágicos.
E todos estão fiando e tecendo um mundo mágico ao seu redor... E aí são apanhados. A aranha é pega em sua própria teia. Ninguém o está torturando a não ser você mesmo.
E uma vez que isso seja compreendido, mudanças começam a acontecer.
Então você pode dar a volta, pode transformar seu inferno em paraíso;
É simplesmente uma questão de pintá-lo a partir de um ângulo diferente...
A responsabilidade é toda sua! Seu Paraíso depende de VOCÊ!

Acredito que é assim mesmo que funciona.
Faça você mesmo uma árvore dos desejos,
tanto para a passagem de Ano Novo quanto de início de ano...
Eu farei a minha!








Esta postagem é dedicada a uma pessoa muito especia... Michelle
que está de "baby"
Clara, beijinhus!

Professor é:


Ser influente:

"Um professor afeta a eternidade; é impossível dizer até onde vai sua influência."(Henry B. Adams)



Ter bom caráter:

"Os sonhos são os parâmetros do nosso caráter."(Henry Thoreau)


Ter a capacidade de se importar com o próximo:

"Mesmo que você não possa impedir o sofrimento do outro, importando-se irá diminui-lo."(Frank Clark)


Ser otimista:

"O otimismo é a fé que leva à realização. Nada pode ser feito sem esperança ou confiança."(Helen Keller)



Conhecer seus direitos e deveres de professor:

"Quanto mais conhecemos, mais amamos."(Leonardo da Vinci)


Se colocar no lugar do outro:

"Para compreender os pais é preciso ter filhos."(Luis Felipe Algell de Lama)



Não se omitir:

"Às vezes, lavando as mãos sujamos a consciência."(Autor Desconhecido)



Fazer sua parte:

"Ninguém comete erro maior do que não fazer nada porque só pode fazer um pouco."(Edmund Burke)

domingo, 27 de dezembro de 2009

Um olhar diz tudo!



Foto da frente de combate ao incêndio que devastou a Austrália.
"Quem não entende um olhar, muito menos entenderá uma longa explicação..."

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

"Ler devia ser proibido"

Existem textos que são irretocáveis. A abordagem do tema "Leitura" promovida por Guiomar de Grammon, utilizando o atalho de irônica negação, é um convite a refletirmos sobre condutas políticas que se contém em agendas assistencialistas, bem como outros problemas, tão brasileiros, a exemplo da acessibilidade. O preço da boa leitura a torna cada vez mais distante dos jovens e da população em geral.

Esta é uma pequena versão na voz de Lázaro Ramos:



Aqui o texto na íntegra:

A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.

Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.

Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.

Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?

Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.

Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebida. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.

Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.

Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.

O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?

É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.

Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.

Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.

Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos... A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.

Ler pode tornar o homem perigosamente humano.

sábado, 14 de novembro de 2009