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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Girassóis e Miosótis



O girassol é flor raçuda, que enfrenta até a mais violenta intempérie e acaba sobrevivendo.

Ela quer luz e espaço e sai em busca desse viver com o sol, e por isso é forte.
Já o miosótis é plantinha linda,
mas que exige muito mais cuidado.

Gosta mais de estufa. O girassol se vira... E como se vira!

O miosótis quando se vira, vira errado.

Precisa de atenção redobrada. Há filhos girassóis e filhos miosótis.

Os primeiros resistem a qualquer crise: descobrem um jeito de viver bem, sem ajuda.

As mães chegam a reclamar da independência desses meninos e meninas,

tal a sua capacidade de enfrentar problemas e sair-se bem.
Por outro lado, há filhos e filhas miosótis, que sempre precisam de atenção.

Todo cuidado é pouco diante deles.

Reagem desmesuradamente, melindram-se, são mais egoístas que os demais,

ou às vezes, mais generosos e ao mesmo tempo tímidos, caladões, encurralados.

Eles estão sempre precisando de cuidados.
O papel dos pais é o mesmo do jardineiro que sabe das necessidades de cada flor,

incentiva ou poda na hora certa.
De qualquer modo fique atento.
Não abandone demais os seus girassóis porque eles também precisam de carinho...

E não proteja demais os seus miosótis.
As rédeas permanecem com vocês... Mas também a tesoura e o regador.
Não negue, mas não dêem tudo que querem:

a falta e o excesso de cuidados matam a planta.

Autoria de José Fernandes de Oliveira ("Pe. Zezinho”)

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Minha nova aquisição


Neste livro, a autora leva ao leitor informações relevantes sobre um transtorno com forte componente genético que não distingue sexo, credo, raça ou situação socioeconômica, e traz soluções de como gerenciá-lo no dia a dia. Com relatos e ilustração de casos verídicos, 'Mentes Inquietas' é um alento àqueles que por muito tempo se sentiram excluidos e que possuem um funcionamento que oscila entre a plenitude criativa e a exaustão de um cérebro que não para.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Então é assim que funciona?

Onde estão os pais no crescimento
e no desenvolvimento das crianças?


Material Escolar



Material escolar é todo aquele item de uso exclusivo e restrito ao processo didático-pedagógico, e que tenha por finalidade o atendimento das necessidades individuais do educando durante a aprendizagem.

Quando um aluno é matriculado em uma escola, juridicamente, acontece um contrato de prestação de serviços educacionais, que deve ser lido e compreendido. Depois de assinado, este pacto se torna uma obrigação que redunda no pagamento de seis ou doze parcelas. Por outro lado, fica o prestador de serviços obrigado a fornecer os meios para a execução deste contrato.

Estes “meios”, no contrato escolar seriam o prédio, a sala de aula, as cadeiras, os professores etc. Mas, afinal, o que é de responsabilidade da escola fornecer para o aluno e não solicitar na famigerada lista de material escolar?

O Procon entende que os seguintes materiais estão incluídos no contrato e devem ser fornecidos pela escola: álcool, algodão, apagador, barbante, elastex, canetas para lousa, cartolina, copos de vidro e descartáveis, creme dental, detergente, disquetes e cd´s, esponja de aço e de prato, estêncil, fita, cartucho e toner para impressora, fita adesiva ou decorativa, giz branco ou colorido para quadro negro, grampeador e grampos, guardanapos, lenço descartáveis, liquido corretivo, medicamentos para primeiros socorros, palha de aço, papel A4 e convite, papel de enrolar bala, papel higiênico, papel oficio, pasta suspensa, plástico para classificador, prato descartável, sabonete, talheres, tinta para mimeógrafo, bem como outros itens de uso coletivo.

Os pais podem optar entre o fornecimento integral do material escolar no inicio do período letivo ou pela entrega parcial e parcelada, segundo a quantidade a ser utilizada em cada unidade. Nesse caso, a entrega terá de ser feita com antecedência mínima de oito dias de inicio da unidade.

Outra irregularidade constatada é a cobrança de “taxa” para compra de livros ou apostilas. É direito do consumidor escolher a livraria/papelaria onde vai adquirir os livros solicitados, pois diante da concorrência poderá obter preços menores (As escolas nunca devem vender livros aos alunos ou indicar onde comprá-los).

As instituições de ensino não podem manifestar preferência por marca ou modelo de qualquer item do material escolar, e nem podem obrigar os pais a comprarem os produtos na própria escola. Além disso, os títulos dos livros didáticos adotados pelos colégios só devem ser substituídos após transcorridos o prazo de três anos, contado de sua adoção. Essa é uma maneira de possibilitar que os livros sejam reutilizados pelos irmãos ou outros parentes do aluno, ou que sejam vendidos a preço mais em conta, ajudando os pais na aquisição de outros produtos.

O não cumprimento destas disposições configuram pratica abusiva, conforme dispõe o artigo 39, incisos I e V, e também, cláusula abusiva (art. 51, inc. IV) do Código de Proteção e Defesa do Consumidor.

Procon orienta os consumidores sobre as compras de material escolar

O Procon divulgou a lista de alguns itens que não podem ser exigidos pelas instituições de ensino na hora da matrícula.

Com o objetivo de alertar os pais sobre os objetos que não podem ser exigidos na lista de material escolar, o Procon divulga a relação destes itens e dá dicas ao consumidor sobre as compras neste período.

O superintendente do órgão, Rodrigo Cunha, esclarece que na lista não pode haver nenhum item que não seja de uso pedagógico do aluno. "A escola não pode pedir materiais que são para uso comum, como produtos de higiene, limpeza, atividade de laboratório, como também para serem utilizados na área administrativa. A compra desses materiais está inclusa no valor das mensalidades", afirma ele.

O dirigente informa que as escolas não podem exigir que o material escolar seja comprado no próprio estabelecimento. “É obrigação da escola fornecer a lista de material escolar aos alunos, para que possam pesquisar e realizar suas compras em locais que ofereçam os melhores preços", destaca Cunha.

O Procon ressalta que a entrega do material escolar pode ser feita parcelada, de acordo com uso do aluno, e que os pais devem fiscalizar o uso desse material, podendo inclusive requerer de volta o material que não foi utilizado durante o ano letivo e reaproveitado de um ano para outro.

Confira a lista de material que não pode ser solicitado pelas escolas:






1. Álcool hidrogenado

2. Algodão

3. Bolas de sopro

4. Canetas para lousa

5. Copos descartáveis

6. Cordão

7. Creme dental

8. Disquetes

9. Elastex

10. Esponja para pratos

11. Estêncil a álcool e óleo

12. Fita para impressora

13. Fitas decorativas

14. Fitilhos

15. Giz branco e colorido

16. Grampeador

17. Grampos

18. Lenços descartáveis

19. Medicamentos

20. Papel higiênico

21. Papel convite

22. Papel ofício colorido

23. Papel ofício (230 x 330)

24. Papel para impressoras

25. Papel para copiadoras

26. Papel de enrolar balas

27. Pegador de roupas

28. Plásticos para classificador

29. Pratos descartáveis

30. Sabonetes

31. Talheres descartáveis

32. TNT (tecidos não tecido)

33. Tonner
























































Fonte: http://www.procon.al.gov.br

Assessoria de Comunicação - Procon

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Criança, a alma do negócio...

Por que meu filho sempre me pede um brinquedo novo? Por que minha filha quer mais uma boneca se ela já tem uma caixa cheia de bonecas? Por que meu filho acha que precisa de mais um tênis? Por que eu comprei maquiagem para minha filha se ela só tem cinco anos? Por que meu filho sofre tanto se ele não tem o último modelo de um celular? Por que eu não consigo dizer não? Ele pede, eu compro e mesmo assim meu filho sempre quer mais. De onde vem este desejo constante de consumo?

Este documentário reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade. A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que um adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falam diretamente com elas. O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e deixaram de brincar de correr por causa de seus saltos altos; que sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; que reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumes. Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada. Contundente, ousado e real este documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância.

Tem muito tempo que assisti a este cocumentário da TV Cultura...

efim achei!

Mas são 6 partes, quem tiver o DOWNLOAD por favor repassem a mim!!!

Beijinhus












quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

"Ler devia ser proibido"

Existem textos que são irretocáveis. A abordagem do tema "Leitura" promovida por Guiomar de Grammon, utilizando o atalho de irônica negação, é um convite a refletirmos sobre condutas políticas que se contém em agendas assistencialistas, bem como outros problemas, tão brasileiros, a exemplo da acessibilidade. O preço da boa leitura a torna cada vez mais distante dos jovens e da população em geral.

Esta é uma pequena versão na voz de Lázaro Ramos:



Aqui o texto na íntegra:

A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.

Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.

Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.

Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?

Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.

Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebida. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.

Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.

Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.

O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?

É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.

Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.

Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.

Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos... A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.

Ler pode tornar o homem perigosamente humano.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Eu, Você, Todos pela EDUCAÇÃO

5 metas Que o Brasil precisa alcançar até 2022:

Meta 1 – Toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola
Meta 2 – Toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos
Meta 3 – Todo aluno com aprendizado adequado a sua série
Meta 4 – Todo jovem com o Ensino Médio concluído até os 19 anos
Meta 5 – Investimento em Educação ampliado e bem gerido

(Campanha de mobilização pela qualidade da Educação, coordenada pelo movimento Todos Pela Educação. )



Site Oficial: Todos Pela Educação

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Ensinar Valores?

Dizer a uma criança de cinco anos para que coma salada, porque salada “faz bem” não a induz a devorá-la. Se o fizer, fará para agradar a mãe ou, pior ainda, comerá salada “apesar de detestá-la”, porque ainda que não ouse revelar, tem medo da mãe. A criança não gosta das saladas não porque a química que compõe seu organismo a rejeita, mas sim porque não compreende porque deve comer salada. As palavras da mãe não garantem a convicção e em seu nível de conhecimento, comer salada não faz qualquer sentido, ao contrário, por exemplo, de entupir-se de guloseimas. Em verdade, quem recusa a salada na criança não são as suas células gustativas que caracterizam o paladar, mas seu cérebro, pois o cérebro humano jamais aceita o que não lhe faz pleno sentido.
A referência à salada e a circunstância da criança são apenas exemplos simbólicos. Em qualquer idade, somente gostamos do que possui sentido e por esse motivo não somos capazes de decorar um punhado de palavras esdrúxulas, como por exemplo, “murufratagitrari, brucutrape, saratripiu”, mas guardamos com carinho o recado gostoso de que “amanhã será domingo de sol e a praia nos espera”. Se pensarmos bem, a aparente dificuldade da memória para registrar os dois recados acima é absolutamente a mesma, mas fixamos a segunda e não a primeira porque a segunda faz sentido. Em síntese, o “combustível” do cérebro humano é sempre a “significação” e quando tentam nos enfiar na memória frases sem essa essência, reagimos como reage a criança diante da salada imposta.
É por esse motivo que é importante ensinar valores.
Os valores não são como habitualmente se pensa atributos desejáveis ao ser humano, ou fundamentos da dignidade da pessoa, ou objeto de escolhas morais, ou qualidade que pode fazê-lo mais ou menos bonito no contexto social. Ao contrário, os valores são os alicerces da humanidade, a essência da preservação da espécie e o “alimento” que integra e faz prosperar os grupos sociais. Mais que isso, “Valores” são, em última instância, aquilo que pode ser vivenciado como algo que faz sentido e, dessa forma, como tudo quanto dá razão à vida. A vida biológica do homem, tal como a vida
biológica da mosca, não necessita ser vivida. Representa simplesmente uma circunstância evolutiva, um acidente orgânico e dessa forma, basta durar apenas o tempo para se reproduzir. Com essa missão orgânica concluída, a vida não tem mais motivo e morrer ou não constitui apenas um acidente que termina outro que a gerou.

Mas, o homem não é apenas constituído por uma vida biológica. É uma vida que alcança a plenitude do sentido porque ama, sofre, constrói, se zanga, se surpreende, foge da tristeza, anseia pela felicidade, cultiva a simpatia, exibe compaixão, embaraça-se, assusta-se com a culpa, cresce com o orgulho, mortifica-se com a inveja e por isso tudo causa espanto e admiração, indignação ou desprezo. “Sem sentir-se “inundado” pelas emoções e pelos valores, a vida não é vida e se fosse possível não tê-los, bastava ao homem passar pela vida e não viver”.

É por esse motivo, insistimos que é importante ensinar valores.
Mas se não se duvida dessa importância, é essencial que se descubra que ensinar valores tal como se insiste com a criança que coma salada, implica em sua rejeição ou, pior ainda, em um domínio sem compreensão, uma aprendizagem sem significação, logo rejeitada pelo cérebro. Valores não se ensinam, pois, com conselhos.

Nada contra os conselhos. Se bonitos e bem intencionados até que não ficam mal em quem quer que seja. Mas, acredita-se que possam ser “apreendidos” representa uma outra história. Os valores, tal como as saladas, precisam de momentos certos para serem mostrados e, sobretudo, necessitam de exemplos para serem explorados, circunstâncias específicas para que sejam compreendidos, ambientes emocionalmente preparados para que sejam discutidos. Assim como não se discute a boa intenção da mãe em tentar empanturrar seu filho de cinco anos de saladas, também não se discute a intencionalidade de se ensinar valores de forma discursiva. Isso até pode ser satisfatório para a consciência de quem transmite, mas certamente é inútil para o cérebro de quem acolhe. Se é que acolhe.

Celso Antunes

sábado, 26 de setembro de 2009

Nossa infância!


SOBREVIVENTES DOS ANOS 80...

Como pôde sobreviver???
Afinal de contas...


  • Os carros não tinham cintos de segurança, apoios de cabeça, nem air-bag! Íamos soltos no banco de trás fazendo aquela farra! E isso não era perigoso!

  • As camas de grades e os brinquedos eram multicores e no mínimo pintados com umas tintas “duvidosas“ contendo chumbo ou outro veneno qualquer.

  • Não havia travas de segurança nas portas dos carros, chaves nos armários de medicamentos,detergentes ou químicos domésticos.
  • A gente andava de bicicleta para lá e pra cá, sem capacete, joelheiras, caneleiras e cotoveleiras...

  • Bebíamos água da torneira, de uma mangueira, ou de uma fonte e não águas minerais em garrafas ditas... ¨esterilizadas¨...

  • Construíamos aqueles famosos carrinhos de rolimã e aqueles que tinham a sorte de morar perto de uma ladeira asfaltada, podiam tentar bater records de velocidade e até verificar no meio do caminho que tinham „economizado“ a sola dos sapatos, que eram usados como freios...E estavam descalços... Alguns acidentes depois... Todos esses problemas estavam resolvidos!

  • Íamos brincar na rua, com uma única condição: voltar para casa ao anoitecer! Não havia celulares... E nossos pais não sabiam onde estávamos! Incrível!!!

  • Tínhamos aulas só de manhã, e íamos almoçar em casa.

  • Gessos, dentes partidos, joelhos ralados... Alguém se queixava disso? Todos tinham razão, menos nós...

  • Comíamos doces à vontade, Pão com manteiga, bebidas com o (perigoso) açúcar. Não se falava de obesidade - brincávamos sempre na rua e éramos super ativos...

  • Dividíamos com nossos amigos uma Tubaína comprada naquela vendinha da esquina, gole a gole e nunca ninguém morreu por isso...

  • Nada de Playstations, Nintendo 64, X boxes, jogos de Vídeo, Internet por satélite, videocassete, Dolby surround, celular com câmera Computador Chats na Internet... Só amigos.

  • E os nossos cachorros? Lembram? Nada de ração. Comiam a mesma comida que nós (muitas vezes os restos), e sem problema algum! Banho quente? Xampú? Que nada! No quintal, um segurava o cão e o outro com a mangueira (fria) ia jogando água e esfregando-o com (acreditem se quiserem) sabão (em barra) de lavar roupa! Algum cachorro morreu (ou adoeceu) por causa disso?

  • A pé ou de bicicleta, íamos à casa dos nossos amigos, mesmo que morassem a kms de nossa casa, entrávamos sem bater e íamos brincar.

  • É verdade! Lá fora, nesse mundo cinzento e sem segurança! Como era possível? Jogávamos futebol na rua, com a trave sinalizada por duas pedras, e mesmo que não fossemos escalados ... ninguém ficava frustrado e nem era o “FIM DO MUNDO“!

  • Na escola tinha bons e maus alunos. Uns passavam e outros eram reprovados. Ninguém ia por isso a um psicólogo ou psicoterapeuta. Não havia a moda “ dos superdotados“, nem se falava em dislexia, problemas de concentração, hiperatividade. Quem não passava, simplesmente repetia de ano e tentava de novo no ano seguinte!

Tínhamos: Liberdade, Fracassos, Sucessos, Deveres... e aprendíamos a lidar com cada um deles!

A única e verdadeira questão é: como a gente conseguiu sobreviver??? E acima de tudo, como conseguimos desenvolver a nossa personalidade?

Sem dúvida vão responder que era uma chatice, mas... Como éramos felizes!!!

Autor: Dejan Trifunovic

sábado, 12 de setembro de 2009

Incentivo à leitura se faz assim...

Com lindas imagens e dicas simples e claras este vídeo mostra o quanto é fácil incentivar a leitura e o estudo em seu filho.
Aproveitem...


domingo, 6 de setembro de 2009

Turminha Maternal


Sabe-se que o primeiro contato que a criança tem com a escola é um momento único e especial, tanto para a família quanto para a escola.

Partindo desse pressuposto, é fundam
ental que o professor receba as crianças com o maior afeto possível, demonstrando simpatia e principalmente passando segurança para os pequenos iniciantes do convívio escolar, bem como nas atividades propostas.

O planejamento das atividades a serem inseridas é considerado o momento principal que irá propiciar a aceitação, a participação e a evolução da criança nesse novo ambiente.

Com o objetivo de enriquecer e facilitar o trabalho do professor de educação infantil, em especial do maternal, segue algumas sugestões de atividades e práticas a serem aplicadas para as crianças dessa fase escolar.

Atividades e condutas a serem aplicadas para alunos do maternal

• Com o objetivo de controlar os esfíncteres do aluno, orienta-se o professor que estimule e incentive a criança de forma tranqüila e gradativa.

• Elabore atividades que aborde a higiene bucal e coloque em prática com os alunos após o momento do lanche, incentivando o uso do creme e da escova dental. Teatro com fantoches é uma atividade que chama a atenção dos alunos, porém quando bem elaborada.


• No horário do lanche, auxilie o aluno a alimentar-se, mas dê liberdade para que ele aprenda a fazer sozinho. Lembre-se de que o papel do professor é de orientar e não realizar tudo que é proposto.

• Trabalhe com músicas gestuais, cantigas de roda e dança, estimulando partes do corpo.

• Conte histórias infantis, porém curtas.

• Trabalhe com o corpo através de estímulos, de forma que estimule a criança a identificar e nomear as partes do seu corpo. No momento do banho também pode ser trabalhado o corpo.


• Incentive e desenvolva a fala, conversando diariamente com a criança sobre os aspectos do dia-a-dia, possibilitando que essa expresse seus desejos através da fala, evitando somente a comunicação gestual, bem como favorecendo o desenvolvimento de sua linguagem.

• Trabalhe com garatujas, utilizando folhas brancas, lápis, giz de cera e/ou tinta guache atóxica. Nesse momento é fundamental que o professor fique atento de forma que o aluno não leve esses materiais à boca e olhos.

• Aplique atividades com traçados simples (desenvolvendo a coordenação motora), rasgar papel e trabalhar com massinhas, com formas geométricas: círculo, quadrado e triângulo, exercícios de encaixe, incentivando o acerto. No início o professor deve auxiliar a criança, no segundo momento deve deixar com que ela o faça.

Trabalhar com a criança possibilita ao professor criar inúmeras atividades.
O importante é que no momento do planejamento o mesmo busque criar atividades que tenham como finalidade propiciar o desenvolvimento da criança como um todo.

sábado, 22 de agosto de 2009

MATERIALISMO

Crianças "materialistas" seriam mais propensas à depressão. Esse é o título de uma matéria que foi publicada recentemente pela rede CNN.

Segundo o autor do artigo, “as crianças que equiparam a felicidade ao dinheiro, a fama e à beleza, são mais propensas a sofrer de depressão do que outras que não dão tanto valor à riqueza e à aparência, de acordo com um estudo realizado na Austrália."

A Dra. Helen Street, do Queen Elizabeth Medical Centre, de Perth, disse, numa conferência sobre psicologia, na Grã-Bretanha, que o fenômeno pode ser notado até mesmo em crianças de 4 anos, acrescentando que até 20 por cento correm o risco de sofrer da doença no futuro.

Ainda de acordo com Street, as crenças, em uma época da vida tão precoce, sobre felicidade e objetivos poderiam ser um indício, em crianças pequenas, de sua vulnerabilidade à depressão.

"As crianças que pensam que dinheiro suficiente e popularidade trazem a felicidade correm um risco maior de depressão do que aquelas que acreditam que o dinheiro pode ser uma coisa boa de ter, mas que sua felicidade vem de seu desenvolvimento pessoal", declarou a especialista.

O estudo foi realizado com 402 crianças australianas, com idades entre 9 e 12 anos.

A equipe da Dra. Street identificou 16 com sinais de depressão clínica e 112 com risco de sofrer de depressão no futuro.

As crianças foram incentivadas a revelar seus principais objetivos na vida e o que as tornaria felizes.

Boas relações com a família e os amigos e se sentir bem consigo mesmas apareceram entre os principais objetivos.

As quase 12 por cento disseram que ter muito dinheiro era a coisa mais importante.

Essas crianças foram, também, as que apresentaram maior propensão a sofrer de depressão, de acordo com a especialista.

Street aconselhou os pais a permanecerem alertas para possíveis sintomas de depressão em crianças, que incluem mudanças nos hábitos de comer e de dormir, irritabilidade e perda de interesse na escola, nos amigos e nas atividades favoritas.

Os pais devem também, segundo a especialista, ajudar seus filhos a compreender o que é mais provável que as faça mais felizes na vida e que nem tudo gira em torno de fama e dinheiro.

Tal é a gravidade desse problema que já mobilizou especialistas, preocupados com o assunto.

Infelizmente, a idéia de que riqueza, beleza e fama são condições básicas da felicidade vem se alastrando de forma generalizada em nossa sociedade.

E essa idéia distorcida da realidade não infelicita somente as crianças, que ainda não tem o discernimento necessário para entender as leis que regem a vida.

A idéia de que valemos pelo que temos, e não pelo que somos, também tem levado muitos adultos à depressão e ao suicídio.

Isso tudo é resultado da falta de entendimento das leis de Deus, ensinadas por Jesus Cristo.

Os ensinamentos de Jesus são todos voltados para os valores espirituais.

E as conquistas espirituais dependem exclusivamente de cada pessoa. A felicidade não está ligada à beleza física nem aos bens materiais, e sim na disposição íntima de conquistá-la.

Na educação está a chave para solucionar esse problema. Se as crianças com idéias materialistas receberem dos pais e outros educadores, lições que enalteçam os verdadeiros valores da vida, certamente ajustarão seus sentimentos e aquietarão seus corações aflitos.

Você que é pai, mãe ou responsável por alguma criança, pense com carinho no que está fazendo com esse espírito que o criador lhe confiou para que o eduque e proteja.

Lembre-se que o destino dessa criatura de Deus está basicamente em suas mãos.


Escrito por Marisa de Mello