sábado, 8 de agosto de 2009

Dica!


Este livro fala de maneira simples e bonita sobre o relacionamento entre pai e filho. Com ilustrações alegres e muita sensibilidade, O Homem que Amava Caixas conta a história de um homem que era apaixonado por caixas e por seu filho. O único problema é que, como muitos pais, ele não sabia como dizer ao filho que o amava.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Além do bem e do mal!

Livros politicamente corretos para as crianças?

Eles viraram mania em livrarias e escolas, mas podem privar a criança da fantasia e impedir um contato maior com suas emoções


Emocionar-se, cair na risada, ter muito, muito medo, pensar a respeito de uma atitude do personagem diante da dificuldade, colocar-se no lugar do mocinho e – por que não? – entender como o vilão agiu daquela maneira na história. Identificar-se. Tem coisa mais gostosa do que assistir à mágica do que é um bom livro tomando conta da emoção de seu filho? Pois há certas armadilhas espalhadas pelas livrarias – e, mais grave ainda, pelas salas de aula de uma porção de escolas. Em nome de trazer certos ensinamentos, há uma significativa oferta de livros feitos para crianças que mais parecem ter sido escritos por encomenda do que por prazer de algum escritor ou ilustrador. Secos, previsíveis, com respostas prontas, interpretações únicas e superficiais, estes livros apenas “ensinam” sem deixar espaço para questionamentos e conflitos, muito menos para a fantasia. E traz outra consequência para a criança: pouco interessantes, tendem a afastar o gosto pela leitura. Certamente você já deu de cara com algum livro assim (e, apostamos, pensou: “Ai, mas que livro mais chato!”). Pois estes são o que podemos chamar de “livros politicamente corretos”.

De boa intenção...

Pode não estar claro na capa nem na sinopse, mas a intenção deste tipo de livro é como alterar as cantigas de roda (aquela história do cravo não mais brigar com a rosa e de nunca mais atirar o pau no gato, sabe?): evitar o sofrimento e o contato da criança com qualquer coisa, digamos, negativa. Sob o pretexto de proteger e resguardar as crianças, estão fora do texto medos, dores, violência e sentimentos sombrios. O problema não é passar valores (as fábulas com suas “verdades” a transmistir permitem, sim, questionamentos), mas ocultar aspectos mais ásperos dos personagens e das narrativas. É o Lobo Mau que fica fora do caminho da Chapeuzinho Vermelho, o Saci sem cachimbo e uma madrasta que só falta dar a mão para Cinderela e sair com ela para passear no bosque.

O escritor Ilan Brenman está nesse assunto há muito tempo. Acostumado a frequentar escolas, ele já chegou a ser proibido de contar uma determinada história. O porquê está na ponta da língua: prega-se que, afastando as crianças de referências negativas e inserindo-as numa cultura pacífica, elas ficariam também tranquilas e controláveis. Mas não é bem isso o que acontece. “Ninguém fica bonzinho lendo um livro bonzinho. Pelo contrário. O protecionismo exagerado pode ser uma ameaça. As crianças gostam de encontrar aventuras, perigos, expectativas, personagens conflituosos que sentem euforia, raiva, alívio, medo, alegria, inveja e outros sentimentos inerentes ao ser humano, coisas que se comunicam com o universo interior delas”, diz, Brenman, autor da tese de doutorado A Condenação de Emília: Uma Reflexão sobre a Produção de Livros Politicamente Corretos Destinados às Crianças. Por meio das situações de conflito de uma história, a criança se projeta em personagens bons ou cruéis e vivencia um caminho seguro para ela elaborar a violência que de fato existe dentro dela (e em todos nós!). “Tirar da criança essa válvula de escape que é a boa literatura, pode torná-la mais nervosa, mais confusa, mais agressiva e distante do entendimento de seus próprios sentimentos”, afirma.

É uma questão de medida, claro. Ilan faz até uma comparação estranha, mas que vale a pena saber. Para ele, este tipo de literatura é como o fast-food. Se a função da boa literatura é instalar na criança perguntas para ela pensar, a politicamente correta a afasta disso, uma vez que a ideia é antecipar e evitar qualquer desconforto. “Assim como o fast-food em uma dieta completa, esses livros não vão destruir o organismo da criança se forem consumidos uma vez ou outra. No entanto, se forem o único alimento literário delas, a criança terá as veias da imaginação entupidas. Pensará que a vida é só aquilo e ficará desnutrida em suas emoções e sentimentos.”

As crianças precisam – e merecem – mais

Que tipo de sociedade será a que não for habituada a desenvolver seus sentimentos? O escritor e crítico literário Celso Sisto prevê um futuro sombrio para nós, caso não atentarmos para o que as crianças estão lendo. “Distanciar as crianças de problemas e arquétipos tão humanos e tão reais pode gerar seres intolerantes, arrogantes, incapazes de lidar com as diferenças e com o outro. Despreparados para reconhecer a diversidade, tomam-se como modelos únicos e tudo o que destoa disso pode ameaçá-los e precisa ser eliminado”, diz o especialista. Diga a verdade: isso dá mais medo que Lobo Mau, piratas ou a bruxa mais malvada dos contos de fadas.

(Por Cristiane Rogerio e Marina Vidigal)

Guia Reforma Ortográfica 2009: Novas regras de ortografia e gramática


De acordo com o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 2009, tudo o que você aprendeu na escola sobre o alfabeto português, as tremas, as consoantes não pronunciadas, as grafias duplas, a acentuação e os hífens vão mudar! A ídeia inicial é regularizar oficialmente as duas grafias oficiais (português de Portugal com o português do Brasil), pois para quem não sabe, o português é a 5ª língua mais falada do mundo com mais de 215 milhões de pessoas.

Então, se você curte escrever e falar corretamente, além de adorar corrigir os erros gramaticais dos outros ao seu redor, esta é uma grande oprtunidade para descobrir, entender, saber e conhecer quais foram as mudanças radicais que a nossa tão querida língua sofrerá. Esqueça tudo o que você aprendeu na escola, no ensino fundamental, no ensino médio, na universidade, na faculdade, no mestrado, no doutorado e no pós-doutorado (PhD). Abaixo seguem todas as mudanças gramaticais, nas quais todos nós teremos que aprender novamente:

Alfabeto da língua portuguesa

A língua portuguesa passa a reconhecer o “K“, “W” e o “Y” como letras do nosso alfabeto, aumentando o número para 26 letras. Esta regra servirá para regularizar o uso dessas letras no nosso idioma. Exemplo: km e watt.

Regra das Tremas

As saudosas tremas foram abolidas da língua portuguesa. Você nunca mais precisará usá-las, a não ser para casos específicos, como o uso em nomes próprios. Exemplo: tranquilo e cinquenta.

Regra da Acentuação

- Hiatos terminados em “oo” e “ee” não são mais acentuados. Exemplo: leem e voo.

- Ditongos abertos em paroxítonas não são mais acentuados. Exemplo: ideia e jiboia.

- Ditongos com “u” e “i” tônicos não são mais acentuados. Exemplo: feiura.

- O acento continua em ditongos abertos em monossílabas, oxítonas e terminados em “eu“. Exemplo: chapéu.

- O acento em palavras homógrafas foram eliminados, com exceção no verbo “poder” (no passado) e “pôr”. Exemplo: pelo, para, pôde.

- Não acentua-se mais o “u” em formas verbais rozotônicas precedido de “g” ou “q” antes de “e” ou “i“. Exemplo: apaziguar e averiguar.

Regra das Grafias Duplas

Para palavras onde a fonética é ambígua, como é o caso de Roraima, pode-se usar acentos da melhor forma que lhe convém. Exemplo: Rorâima e/ou Roráima.

Regra das Consoantes Mudas

Todas consoantes que não são pronunciadas, tais como exacto e óptimo, não serão mais usadas. O Brasil já adora esta regra há várias décadas. Exemplo: óptimo e objectivo.

Regra do Hífen

- Não utiliza-se mais hífens em palavras compostas cujos prefixos terminam em vogal seguida de palavras iniciadas com “r” ou “s“. A mesma regra serve para prefixos que terminam em vogal e palavras que começam com vogal. Exemplo: contrassenha e autorretrato.

- Mantem-se o hífen para prefixos terminados em “r” onde a outra palavra também começa com “r“. Exemplo: super-racional.

- Utiliza-se hífen quando a palavra começa com a mesma vogal que o prefixo termina, com exceção do prefixo “co“. Exemplo: anti-inflamatório.

- O hífen mantem-se em palavras que não possuem ligação em comum. A mesma regra aplica-se para prefixos “vice“, “ex“, “pré“, “pró” e “pós“. Exemplo: beija-flor.

- Não utiliza-se mais hífens em palavras compostas por substantivos, adjetivos, verbais, pronomes, etc. Exemplo: sala de jantar.

Tudo ao contrário

Trava línguas


Essa trava é uma trova pra te entravar.
Entravar com uma trova é uma trava de lascar!

Tendo origem na cultura popular os trava-línguas são modalidades de parlendas, em prosas, versos, ou frases, ordenadas de tal forma que se torna difícil pronunciá-las sem tropeço ou sem travar a língua como o próprio nome diz. A articulação torna-se difícil porque deve ser pronunciada de forma rápida ou três vezes seguidas.
São ótimos recursos em sala de aula para serem utilizadas por professores com a intenção de trabalhar a consciência fonológica, melhora na dicção e leitura oral, devendo ter o cuidado de não expor alguma criança que possua dificuldades como gagueira ou outro problema de fala.
Os trava-línguas podem ser trabalhados de forma interdisciplinar:
• Com a língua portuguesa, pode-se trabalhar a cultura popular coletando informações sobre folclore em sites, livros, revistas podendo inclusive pensar na elaboração de um livro da turma.
• As diferenças entre r e rr podem ser discutidas a partir de trava-língus como: A aranha arranha a rã. A rã arranha a aranha. Nem a aranha arranha a rã. Nem a rã arranha a aranha. bem como trabalhar outros fonemas ajudando na consciência fonológica.
• Desenvolvimento da linguagem através dos fonemas, ritmo, pausa, gestos, entonação de voz.
• Trabalhar a criatividade criando novos trava-línguas.
• Na geografia, certos trava-línguas permitem discutir as diferenças regionais e raciais.
• Numa aula de ciências a importância de cuidar da boca e da garganta. A importância da voz, como ela nos faz falta quando estamos rôcos, como o cigarro prejudica a voz, o tom de voz que usamos com o outro, como gritar pode tornar uma pessoa afônica, a importância da higiene bucal, etc. Chamar um fonoaudiólogo, otorrinolaringologista e dentista para palestras, cada um com suas finalidades, seria interessante.
• Apesar das parlendas serem a composição de palavras rimadas e ritmadas não havendo melodia, pode-se inventar melodias e ritmos nas aulas de música.
Os trava-línguas também são utilizados como exercícios em teatro musical e música cênica.
A aranha arranha a rã.
A rã arranha a aranha.
Nem a aranha arranha a rã.
Nem a rã arranha a aranha.
*
Aranha, ararinha, ariranha, aranhinha

*
Abadalado
Ababadado
Ababelado
Abobadado

*
Arara paralelo, tiro-liro, plan,plan,plan, tiro-liro, lirulá
*
Essa pessoa assobia, enquanto amassa e assa a massa da paçoca de amendoim.
*
O atleta atravessou o Atlântico com o Atlas de atalaia.
*
Agagá, agagá, a galinha quer botar.
Ijejê, ijejê, fui parar no Tietê.
Alô, alô, alô, o galo já cantou.
Amarelo, amarelo, fui parar no cemitério.
Roxo, roxo, roxo fui parar dentro do cocho.
*
Bagre branco, branco bagre.
*
A babá boa bebeu o leite do bebê
*
A mulher barbada tem barba boba babada e um barbado bobo todo babado!
*
Bote a bota no bote e tire o pote do bote.
*
Cinco bicas, cinco pipas, cinco bombas.
Tira da boca da bica, bota na boca da bomba.
*
Enquanto Orsine bala dava, o sino badalava


Se cada um vai a casa de cada um
é porque cada um quer que cada um lá vá.
Porque se cada um não fosse a casa de cada um
é porque cada um não queria que cada um fosse lá.

*
Meu pai chama Caco, minha mãe Caca Maria;
ai, meu Deus, que tanto caco!
Eu sou filho da cacaria...
*
Casa suja, chão sujo
*
O que é que Cacá quer? Cacá quer caqui. Qual caqui que Cacá quer? Cacá quer qualquer caqui.
*
O abano abana a cabana bacana em Copacabana.
*
Pedro é negro, Bruna é branca, Riva é ruiva e Jof é japonês. Todos juntos, muito amigos, brincam, brincam, 1, 2, 3.
*
Eu cantarolaria, ele cantarolaria, nós cantarolaríamos, eles cantarolariam.
*
O rio Capibaribe foi capibarizado,
Quem capibarizou, foi o capibarizador
*
Caixa de graxa grossa de graça
*
O caju do Juca
E a jaca do cajá
O jacá da Juju
E o caju do Cacá


Cozinheiro cochichou que havia cozido chuchu chocho num tacho sujo.
*
Chega de cheiro de cera suja
*
O acróstico cravado na cruz de crisólidas da criança areana criada na creche é o credo católico
*
Devora dor doída, distante da dor desmedida, daquilo dista dimensões, do devorador disto!
*
O doce perguntou pro doce
Qual é o doce mais doce
Que o doce de batata-doce
O doce respondeu pro doce
Que o doce mais doce que
O doce de batata-doce
É o doce de batata-doce
*
Se o bispo de Constantinopla
a quisesse desconstantinoplatanilizar
não haveria desconstantinoplatanilizador
que a desconstantinoplatanilizaria
desconstantinoplatanilizadoramente
*
A hidra, a driáde, e o dragão, ladrões do dromedário de druida foram apedrejados
*
0 desinquivincavacador das caravelarias desinquivincavacaria
as cavidades que deveriam ser desinquivincavacadas.
*
A espingarda destravíncula-pinculá.
Quem destravíncula ela, bom destravíncula-pinculador será
*
Quem desverdolengar a verdosa verdolenga, vergueira verga, será desverdolengador
*
Alice disse que eu disse que ela disse que o que eu disse era um poço de tolice. Mas eu disse que não disse o que ela disse que eu disse que ela disse, e quem fez o disse-disse foi a dona Berenice
*
Esta casa está ladrilhada, quem a desenladrilhará ?
O desenladrilhador.
O desenladrilhador que a desenladrilhar, bom desenladrilhador será ! !
*
No cume daquele morro, tem uma cobra enrodilhada.
Quem a cobra desenrodilhar, bom desenrodilhador será.
*
Eu congelo a água gelada com gelo que tem selo à prova d'água.
*
A aglomeração na gleba glacial glosava a inglesa glamourosa que glissava com o gladiador glutão
*
Tenho um colarinho
muito bem encolarinhado.
Foi o colarinhador
que me encolarinhou
este colarinho
Vê se és capaz
de encolarinhar
tão bem encolarinhado
como o encolarinhador
que me encolarinhou
este colarinho
*
A flâmula flexível do florete do flibusteiro flutuava fluorescente na floresta de flandres
*
Fui fazer fogo, fiz furo, ficando um furto forte
*
Farofa feita com muita farinha fofa faz uma fofoca feia
*
Fia, fio a fio , fino fio, frio a frio.
*
Não sei se é fato ou se é fita,
Não sei se é fita ou fato.
O fato é que você me fita
E fita mesmo de fato.
*
Fala, arara loura. A arara loura falará
*
O café está fraco, frio, com formiga no fundo, fazendo fofoca
*
Gato escondido com rabo de fora
tá mais escondido que rabo escondido
com gato de fora
*
A naja egípcia gigante age e reage hoje, já.
*
Vejo no jardim japonês gentis jaçanãs, jandeiras jaspeadas,jubujurus janotas e juritis gemendo.
*
Nas jaulas o jaguar girando,
javalis selvagens, jararacas e jibóias gigantes.
Girafa gigantes gingando com jeito de gente.
Jacarés, jucuruxus e jabotis jejuando.
*
Minha mãe é de Jaguamimbaba
Mas eu nasci em Jaguanambi
*
Lalá, Lelé e Lili e suas filhas,
Lalalá, Lelelé e Lilili e suas netas
Lalelá, Lelalé e LeLali e suas bisnetas
Lilelá, Lalilé e Lelali e suas tataranetas
Laleli, Lilalé e Lelilá cantavam em coro
LÁLÁLÁLÉLÉLÉLILILI.
*
Se a liga me ligasse, eu também ligava a liga.
Mais a liga não me liga, eu também não ligo a liga
*
Língua custosa eu sei falar água cheira chitangua tanguarita oratangua.
*
Larga a tia, largatixa!
Lagartixa, larga a tia!
Só no dia que sua tia
Chamar largatixa
de lagartinha!
*
Luiza lustrava o lustre listrado; o lustre lustrado Luzia.
*
O liqüidificador quadridentado liquidifica qualquer coisa liquidificável e quebra as iliquidificáveis.
*
O lavrador lavrense estudou as livrilhas e as lavrascas no livro do livreiro de Lavras.
*
Um limão, mil limões, um milhão de limões.
*
Maria-Mole é molenga, se não é molenga,
Não é Maria-Mole. É coisa malemolenta,
Nem mala, nem mola, nem Maria, nem mole.
*
O mameluco melancólico meditava e a megera megalocéfala, macabra e maquiavélica mastigava mostarda na maloca miasmática.
*
O marteleiro acertou Marcelo com o martelo.
Martelo, marteleiro, martelada.
Marcelo, dor que não quero!
*
A vaca malhada foi molhada por outra vaca molhada e malhada.
*
Mário Mora foi a Mora
com intenções de vir embora
mas, como em Mora demora;
diz um amigo de Mora:
- Está cá o Mora?
- Então agora o Mora mora em Mora?
- Mora, mora.
*
Um ninho de mafagafos, com cinco mafagafinhos,
quem desmafagafizar os mafagafos, bom desmafagafizador será.
*
Um ninho de carrapatos, cheio de carrapatinhos,
qual o bom carrapateador, que o descarrapateará?
*
Não confunda
Ornitorrinco com
Otorrinolaringologista,
Ornitorrinco com ornitologista,
Ornitologista com
Otorrinolaringologista,
Porque ornitorrinco
É ornitorrinco,
Ornitologista é ornitologista
E otorrinolaringologista é
Otorrinolaringologista.
*
O original se desoriginalizou com a desoriginalização dos originais.
*
Pedro pediu perdão, padre parou para pensar, Pedro permaneceu parado, padre promoveu Pedro para presidente peruano particular para perambular pelo pântano procurando pintas pontudas particularmente pesadas, Pedro procurou pensando: padre pirado!
*
Pisei no rolinho
O rolinho rolou
Pisquei pro mocinho
O mocinho gostou
Falei pra mamãe
A mamãe nem ligou
Falei pro papai
O chinelo cantou
*
Pedro pediu permissão para passar pelo portão para pegar o pinto pelado pelo pescoço
*
Atrás da pia tem um prato
Um pinto e um gato
Pinga a pia, apara o prato
Pia o pinto e mia o gato
*
O pinto pia, a pia pinga. Quanto mais
o pinto pia, mais a pia pinga.
Pinga pia, pinto pia. Pinto pia, pia pinga.

*

Atrás da pia tem um prato, um pinto e um gato.
Pinga a pia, apara o prato, pia o pinto e mia o gato
*
Disseram que na minha rua
Tem paralelepípedo feito
De paralelogramos.
Seis paralelogramos
Tem um paralelepípedo.
Mil paralelepípedos
Tem uma paralelepípedovia.
Uma paralelepípedovia
Tem mil paralelogramos.
Então uma paralelepípedovia
É uma paralelogramolândia?
*
A rua de paralelepípedo é toda paralelepipedada.
*
Perlustrando patética petição produzida pela postulante, prevemos possibilidade para pervencê-la porquanto perecem pressupostos primários permissíveis para propugnar pelo presente pleito pois prejulgamos pugna pretárita perfeitíssima.
*
O peito do pé de Pedro é preto.
Quem disser que o peito do pé de Pedro é preto,
tem o peito do pé mais preto do que o peito do pé de Pedro.
*
O princípio principal do príncipe principiava principalmente no princípio principesco da princesa.
*
Perto daquele ripado está parlando um pardal pardo.
Pardal pardo, por que parlas?
Parlo porque sempre parlei, porque sou pardal pardo, parlador del-rei.
*
É preto o prato do pato preto.
*
Se o papa papasse papa
Se o papa papasse pão,
Se o papa tudo papasse
Seria um papa –papão
*
O Papa papa o papo do pato
*
O padre pouca capa tem, porque pouca capa compra
*
Percebeste?
Se não percebeste,
faz que percebeste
para que eu perceba
que tu percebeste.
Percebeste?

*
Pedro Pereira Pedrosa pediu passagem para Pirapora.
Pode passar, porteiro, para pegar peixe piau.
*
Num prato de prata, o padre Pedro papa o pato. Num prato de prata papa pato o padre Pedro. O padre Pedro papa pato num prato de prata.
*
Um trapo num prato, um prato num trapo.
Um papo de pato num prato de prata.
Tire o papo do pato de dentro do prato.
*
A batina do padre Pedro é preta.

*

É preto o prato do pato preto.
*
O Pedro pregou um prego na pedra.
*

Pedro pregou um prego na porta preta.
*

O padre Pedro tem um prato de prata.
*
- Pedreiro da catedral está aqui o padre Pedro?
- Qual padre Pedro? - O padre Pedro Pires Pisco
Pascoal. - Aqui na catedral tem três padres Pedros
Pires Piscos Pascoais. Como em outras catedrais.
*

Paulo Pereira Pinto Peixoto, pobre pintor português,
pinta perfeitamente, portas, paredes e pias,
por parco preço, patrão.


Atrás da porta torta tem uma porca morta.
*
Quem a paca cara compra, paca cara pagará.

*
A lontra prendeu a
tromba do monstro de pedra
E a prenda de prata
de Pedro, o pedreiro.
*
Quico quer caqui. Que caqui que o Quico quer?
O Quico quer qualquer caqui.
*
Há quatro quadros três e três quadros quatro.
Sendo que quatro destes quadros são quadrados,
um dos quadros quatro e três dos quadros três.
Os três quadros que não são quadrados,
são dois dos quadros quatro e um dos quadros três.
*
Rebola reboladeira, menina reboladora. Rebolando é que se rebola, cuidado para não pegar o "amigo" do ebola!
*
Em rápido rapto, um rápido rato raptou três ratos sem deixar rastros.
*
O rato roeu a roupa do rei de Roma e a rata roeu a rolha da garrafa da rainha

*

O rato roeu o rabo da raposa.

*

Rosa vai dizer à Rita que o rato
roeu a roupa da rainha.
*

O rato roer roía e, a Rosa Rita Ramalho,
do rato a roer se ria!

*

O rato roeu a roupa do Rei da Rússia que a Rainha, com raiva, resolveu remendar.
*
A rosa perguntou à rosa qual era a rosa mais rosa. A rosa respondeu para a rosa que a rosa mais rosa era a rosa cor de rosa.
*
Em rápido rapto, um rápido rato raptou três ratos sem deixar rastros.
*
Pôr o rabo de barro num burro sem rabo.
*
A Iara agarra e amarra a rara arara de Araraquara.
*
O sabiá não sabia.
Que o sábio sabia.
Que o sabiá não sabia assobiar.
*
Sabia que a mãe do sabiá não sabia que o sabiá sabia assobiar?
*
A vida é uma sucessiva sucessão de sucessões
que se sucedem sucessivamente, sem suceder o sucesso...
*
Olha o sapo dentro do saco
O saco com o sapo dentro,
O sapo batendo papo
E o papo soltando o vento.
*
É muito socó para um socó só coçar.
*
Sabendo o que sei e sabendo o que sabes e o que não sabes e o que não sabemos, ambos saberemos se somos sábios, sabidos ou simplesmente saberemos se somos sabedores
*
Sei o que sei, sabemos o que sabes; o que não sabes é o que sabemos. Sabemos como sabem os sábios com seus saborosos saberes.
*
Sola, sapato
Rei, rainha
Aonde quereis
Que vá dormir
Na casa da mãe
De Aninha
*
Tinha tanta tia tantã.
Tinha tanta anta antiga.
Tinha tanta anta que era tia.
Tinha tanta tia que era anta.
*
Alô, o Tatu taí? - Não o Tatu num tá, mas o tio do Tatu tá. E quando o tio do Tatu tá e o Tatu não tá, é o mesmo que o Tatu tá. Tá?
*
"Tem uma tatu-peba, com sete tatu-pebinha. Quem
destatupebá ela, bom destatupebador será. "
*
Tecelão tece o tecido
Em sete sedas de Sião
Tem sido a seda tecida
Na sorte do tecelão
*

Uma trinca de trancas trancou tancredo.

*
Toco preto, Porco crespo
*
Três tigres tristes para três pratos de trigo.
Três pratos de trigo para três tigres tristes.

*
O tagarela tagarelador tagarelava na sua tagarelice. Se o tagarela tagarelador não tagarelasse, não seria tagarelice.
*
Verbo Tagarelar no Futuro do Pretérito
- Eu tagarelaria
- Tu tagarelarias
- Ele tagarelaria
- Nós tagarelariamos
- Vós tagarelarieis
- Eles tagarelariam.
*
O tatuador tatuado tatuou a tatua do tatu. Tatua tatuada enfezada, tatuou o tatu e o tatuador já tatuado!
*
Para ouvir o tique-taque, tique-taque, tique-taque, depois que um tique toca e que se toca um taque.
*
A tia limpa o prato com o trapo, o trapo limpa o prato da tia.
*
Ajajá quererê. Boitatá tererê


O vento perguntou ao tempo qual é o tempo que o tempo tem. O tempo respondeu ao vento que não tem tempo pra dizer ao vento que o tempo do tempo é o tempo que o tempo tem.
*
O tempo pediu ao tempo
Que lhe desse largo tempo
O tempo lhe respondeu:
Tudo com tempo tem tempo
*
Esta burra torta trota
Trota, trota, a burra torta.
Trinca a murta, a murta brota
Brota a murta ao pé da porta.
*
Velha furunfufelha e seu velho furunfunfelho, tudo desfunrunfelhado.
*
Lá vai o velho Félix, com seus foles velhos nas costas. Quanto mais fede o velho Félix, mais fedem os foles velhos nas costas do velho Félix
*
A vaca malhada foi molhada por outra vaca molhada e malhada.
*
A ave da viúva voou na viola do vovô.
*
Uma véia muito véia
Do nariz cheio de barro
Foi contá pra minha mãe
Que eu pitava um cigarro
Minha mãe me deu uma surra
Me jogou no taquaral
Onde havia muitos bichos
Eu não pude me salvá
Pau porrete
Bengala cacete
Casinha branca
Virou sorvete
*
Lá de trás de minha casa
Tem um pé de umbu butando
Umbu verde, umbu maduro,
Umbu seco, umbu secando.
*
O Juca ajuda: encaixa a caixa, agacha, engraxa
*
No morro chato, tem uma moça chata, com um tacho chato,
no chato da cabeça. Moça chata, esse tacho chato é seu?
*
A vaca amarela ...
(É um desafio para todos ficarem calados)
1- Vaca amarela, sujou na panela.
O primeiro que falar, come tudo dela.
2-Vaca amarela, pulou a janela.
Quem falar primeiro, corre atrás dela.
3- Era uma vez, uma vaca amarela. Pulou a janela,
sujou na panela.Três comiam, três mexiam.
A primeira que falar, come tudo dela.
4- Vaca amarela, pulou a janela. Mexeu mexeu.
Quem falar primeiro, come tudo dela.
Fora eu, que sou o rei dela.
*

Trava línguas


Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porem, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.
Pálido,porém personalizado, preferiu partir para Portugal
para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los.
Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos
pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente,pois
perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.
Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos,
procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza,
precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos,
perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.
Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder
prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam
pelo pensamento, provocando profundos pesares,
principalmente por pretender partir prontamente para Portugal.
-Povo previdente!
Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses.
-Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.
-Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois
pretendo progredir.
Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais,
porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo
provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.
Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porem, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:
- Pediste permissão para praticar pintura, porem,
praticando, pintas pior.
Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias?
- Papai, - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitiste,
porem, preferindo,poderei procurar profissão própria
para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.
Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar,
procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois
pretendia por Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro!
Passando pela ponte precisaram pescar para poderem
prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porem, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus.
Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar
pertinho, para procurar primo Pericles primeiro.
Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porem prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porem, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos.
Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios.
Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando...
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois
pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei.
Portanto, pronto pararei.



terça-feira, 4 de agosto de 2009


Uma nuvem não sabe porque se move em tal direção.
Sente um impulso…
É para este lugar que devo ir agora.
Mas o céu sabe os motivos e desenhos
por trás de todas as nuvens,
e você também saberá,
quando se erguer o suficiente para ver além dos horizontes.

- Richard Bach -

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Você sabia?

Os 33 melhores livros infantis desde 1974
(Concurso Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil)


O rei de quase tudo- Eliardo França

Angélica- Lygia Bojunga

A bolsa amarela - Lygia Bojunga

Pedro - Bartolomeu Campos de Queirós

Coleção Gato e Rato - Mary França

Raul da ferrugem azul - Ana Maria Machado

O curumim que virou gigante - Joel Rufino dos Santos

O que os olhos não vêem - Ruth Rocha

Uni duni tê - Angela Lago

Os bichos que tive - Sylvia Orthof

É isso ali - José Paulo Paes

Uxa, ora fada, ora bruxa - Sylvia Orthof

O menino marron - Ziraldo

Uma ilha lá longe - Cora Rónai

A mãe da mãe da minha mãe - Terezinha Alvarenga

As viajem de Raoni - Pedro Veludo

Sua alteza a Divinha - Angela Lago

O menino de olho d'água - José Paulo Paes

Eu e minha luneta - Cláudio Martins

Asa de papel - Marcelo Xavier

Coleção assim é se lhe parece - Angela Carneiro, Lia Neiva, Sylvia Orthof

A cristaleira - Graziela Bozano Hetzel

Menino do rio doce - Ziraldo

Minhas memórias de Lobato - Luciana Sandroni

Dez sacizinhos - Tatiana Belinky

Ludi na Revolta da Vacina: uma odisséia no Rio Antigo - Luciana Sandroni

Chica e João - Nelson Cruz

Mania se explicação - Adriana Falcão

A princesinha medrosa - Odilon Moraes

O segredo da chuva - Daniel Munduruku

Pedro e a Lua - Odilon Moraes

Mururcututu a coruja grande da noite - Marcos Bagno

O menino, o cachorro - Simone Bibian


Desenvolvimento da leitura


De 3 a 6 anos - Pré-leitura


Nessa fase ocorre o desenvolvimento da linguagem oral. Desenvolve-se a percepção e o relacionamento entre imagens e palavras: som e ritmo.
Tipo de leitura recomendada:

Livros de gravuras, rimas infantis, cenas individualizadas.


De 6 a 8 anos - Leitura compreensiva


A criança adquire a capacidade de ler textos curtos. Leitura silábica e de palavras. As ilustrações dos livros — que são extremamente necessárias — facilitam a associação entre o que é lido e o pensamento a que o texto remete.

Tipo de leitura recomendada:

Aventuras no ambiente próximo, família, escola, comunidade, histórias de animais, fantasias, problemas.


De 8 a 11 anos - Leitura interpretativa


Aqui ocorre o desenvolvimento da leitura propriamente dita. A criança já tem capacidade de ler e compreender textos curtos e de leitura fácil com menor dependência da ilustração. Orientação para o mundo da fantasia.
Tipo de leitura recomendada:

Contos fantasiosos, contos de fadas, folclore, histórias de humor, animismo.


De 11 a 13 anos - Leitura informativa ou factual


Se tudo estiver bem e as outras etapas tiverem sido trabalhadas corretamente, aqui já existe a capacidade de ler textos mais extensos e complexos quanto à idéia, estrutura e linguagem. Começa uma pequena introdução à leitura crítica.
Tipo de leitura recomendada:

Aventuras sensacionalistas,detetives, fantasmas, ficção científica, temas da atualidade, histórias de amor.


De 13 a 15 anos - Leitura crítica


Aqui já vemos uma maior capacidade de assimilar idéias, confrontá-las com sua própria experiência e reelaborá-las, em confronto com o material de leitura.
Tipo de leitura recomendada:

Aventuras intelectualizadas, narrativas de viagens, conflitos sociais, crônicas, contos.